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Prefeitura de Dourados abre nesta segunda atividades sobre a homofobia

A prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Assistência Social realiza entre os dias 15 a 19 deste mês, workshop sobre homofobia “Avança Dourados: respeito à diversidade combatendo a homofobia”.

A abertura oficial do workshop acontece na Câmara de Vereadores, no dia 17, às 19h, quando será feito o lançamento de duas cartilhas para capacitação LGBT, além de palestra e debate.

No dia 19 deste mês será realizado a primeira oficina cujo público alvo será a comunidade escolar, funcionários, alunos e pais. As oficinas também serão realizadas nos dias 3, 20, 21 de outubro e nos dias 14 e 20 de novembro.

O encerramento será dia 20 de novembro, das 7h às 11h às 13h às 17h, no auditório da Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados) com palestra de encerramento.

Programação workshop – No dia 15 deste mês, o workshop será das 13h às 17h no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) no Jardim Água Boa. No dia 16 o evento acontece das 7h às 11h e das 13h às 17h. São 250 vagas para equipe técnica da Secretaria Municipal de Assistência Social.

No dia 17. Das 7h às 11h, no Cras do Jardim Água Boa, são 200 vagas para profissionais da saúde. No dia 17, das 18h às 22h o evento acontece na Câmara Municipal de Dourados. No dia 18, o workshop acontece no auditório do CAM (Centro Administrativo Municipal). São 200 vagas para professores e coordenadores da Rede Municipal de Ensino.

No dia 19 das 7h às 11h e das 13h às 17h, no Cras do Jardim Água Boa, são 200 vagas para funcionários da Segurança Pública: Guarda Municipal e Polícia Militar.

Homofobia – Entre 1948 e 1990, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou a homossexualidade como um transtorno mental. Em 17 de maio de 1990, a assembléia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membro das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a cultura judaico-cristã encarou a homossexualidade primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.

Apesar deste reconhecimento da homossexualidade como mais uma manifestação da diversidade sexual, as LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) ainda sofrem cotidianamente as conseqüências da homofobia, que pode ser definida como o medo, a aversão, ou o ódio irracional aos homossexuais: pessoas que têm atração afetiva e sexual para pessoas do mesmo sexo.

A homofobia se manifesta de diversas maneiras, e em sua forma mais grave resulta em ações de violência verbal e física, podendo levar até o assassinato de LGBT. Nestes casos, a fobia, essa sim, é uma doença, que pode até ser involuntária e impossível de controlar, em reação à atração, consciente ou inconsciente, por uma pessoa do mesmo sexo. Ao matar a pessoa LGBT,  a pessoa que tem essa fobia procura “matar” a sua própria homossexualidade.  A homofobia também é responsável pelo preconceito e pela discriminação contra pessoas LGBT, por exemplo no local de trabalho, na escola, na igreja, na rua, no posto de saúde e na falta de políticas públicas afirmativas que contemplem LGBT. Infelizmente, também, os valores homofóbicos presentes na cultura podem resultar em um fenômeno chamado homofobia internalizada, através da qual as próprias pessoas LGBT podem não gostar de si pelo fato de serem homossexuais, devido a toda a carga negativa que aprenderam e assimilaram a respeito.

Informações para participação pelo telefone: (67) 3411-7757 com Isabel.

 

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